Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

alguns dias.

eu tenho esse sentimento todo, sabe.
muito! demais.
e, às vezes, não sei o que fazer com ele.
acho o 'sentir' algo maravilhoso.
assim como o 'sonhar'...

mas quando tudo se mistura
e a confusão que isso tudo traz.

eu (ao voltar à lucidez) brigo comigo quando penso isso...
(e não falo isso com pretensão alguma)
mas algumas vezes eu desejo ter vento na cabeça.
que coisa mais triste de dizer.

normalmente a sensação passa.
e depois volta e depois vai.

eu não consigo expressar o que se passa aqui dentro,
tamanha aglomeração e confusão latente.
é tanto que transborda.
é tanto que apavora.

e eu me pergunto
o que fazer?

não que eu ache que alguém alguma vez conseguirá compreender.
mas a busca eterna por algo ou alguém que de alguma forma
dê um alívio à tal sensação é incessante.

quero coração o tempo inteiro
que é pra não dar vez à mente aprontar.

haja dor, então! pergunte pro seu orixá.

mas o coração é valente.
sentimental e saliente.
pena só que pense
que vai ficar pra sempre
em tal agonia intermitente
de não achar jamais
quem corresponda tão intensamente.

ia desculpar-me, mas li quase que agora, dias atrás,
que há duas coisas que não devemos nunca fazer.

'nunca se desculpe. nunca se explique.'

eu não acredito piamente nisso.

mas no momento me basta.
e tenho dito.


(porque digo hoje, mas amanhã talvez não diga mais.
é por isso que gosto sempre que acabar uma fala minha assim,
assim como adoro iniciá-las com 'eu tenho uma teoria'
só porque eu adoro criar teorias.
mas isso não vem ao caso.)










e tenho dito.

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

.

a nova tendência é sentir.
sentir tudo.
porque eu tenho pena dos que não sentem,
dos que não se permitem sentir.

sensibilidade é um dom.
e que ninguém venha me reclamar a minha.


tenho sono.

Sexta-feira, Maio 22, 2009

cheating at solitaire.

“gosto da solidão.
gosto de ficar sozinho pensando na vida, neste universo imenso que nos encanta e nos humilha.
gosto de sentir a fragilidade das coisas e a nossa própria insignificância.”

niemeyer.

existem certas pessoas que me inspiram muito.
ele é uma delas.

tem o fernandão e o rubão também.

ainda tem na música.
ish, na música a lista seria infindável.
digo só do bob dylan e do mike ness, que andam tomando conta da minha cabeça ultimamente.


eu digo assim... tem muita coisa massa nesse mundo, oh.
muita coisa assim pra você pensar e refletir e se enriquecer.
eu gosto é da mutabilidade das coisas.
do enriquecimento.
eu gosto é de sentimentos novos! de conhecer o mundo, de se conhecer cada dia um pouquinho mais.
de crescer.
gosto de mudar, de me contradizer!
gosto de surpresas!
gosto de acreditar nas coisas!
eu quero mais é ter esperança, quero sonhar!
quero a dor, mas mais do que isso eu quero o amor.
eu quero é sentir que vale a pena!
porque tudo vale a pena se a alma não é pequena!
e minha alma trasborda por todos os lados.

e tenho dito.

(amanhã quem sabe eu não diga mais)

Sábado, Janeiro 31, 2009

eu não sei mais o que fazer.
um embrulho no estômago e só.

eu não sei o que fazer.

Sexta-feira, Agosto 15, 2008

fade away.

só pra declarar minha tristeza quanto ao crescimento humano.

e não poderia concordar mais com o texto a seguir:

"when I was young I thought I had my own key
I knew exactly what I wanted to be
now I'm sure you've boarded up every door

lived in a bubble days were never ending
was not concerned about what life was sending
fantasy was real
now I know much about the way I feel

(...)

while we're living
the dreams we have as children
fade away."


e tenho dito.

Sexta-feira, Agosto 01, 2008

smaerd.

mais da metade do meu 'eu' se encontra em um livro, na mesinha de cabeceira, a menos de dois metros de onde eu me encontro no exato momento.
poderia relatar alguns dizeres aqui do livro para que tentassem adivinhar cada vez mais um pedacinho de mim, mas seria tolice pura.
eu não quero que me conheçam.
quanto mais você pensa que conhece uma pessoa, mais ela acaba te surpreendendo.
simplesmente é assim que a vida é.

Valdênio me disse uma vez que não se devia confiar em ninguém.
isso soa muito a algo que o Valdênio diria.
eu não tiro por completo a razão dele, mas eu fico imaginando se é possível viver sem confiar em ninguém.
quão paranóica uma pessoa pode ficar até ter um treco?

fazer um estudo sobre o ser humano, suas atitudes e pensamentos é algo extremamente complicado e relativo.
costumava achar psicologia tolice.
hoje em dia dou um pouco de crédito para os psicólogos.

alguém já parou pra pensar no sentido da vida?
é muito sem sentido.
sem sentido algum.
pensar o começo e como tudo se encontra agora e o que move tudo e (os "e"s continuariam pela eternidade).
para os filósofos ... bem, deixa quieto.

não, pra mim não faz sentido nenhum.
as grades na minha janela, os sapatos no meu pé, a polícia no meu calço, o molho de chaves que eu carrego, as satisfações que eu dou, os corações que eu roubei, o ato de se divertir ao se jogar em um buraco cheio d'água.
não, pra mim nada disso faz o menor sentido.

mas isso não quer dizer que eu não faça essas coisas.

existem coisas mais estranhas.
ações, sensações.
loucura, loucura, loucura.

é uma coisa muito magnífica, olhando pelo lado positivo.

é uma coisa muito terrível, olhando pelo lado negativo.


choose life, choose a job, choose a career, choose a family, choose a fucking big television!
choose washing machines, cars, compact disc players ...










.

Quinta-feira, Maio 08, 2008

ultimato.

quando andava... simplesmente andava
assim, em meio a tantos carros, motos e bicicletas tentando sentir o ar puro do verde já não existente, inalando o mais puro dióxido de carbono,
pensava nas condições em que se encontrava.
(quem visse aquela cena por certo teria ataques de riso)
apesar de sempre rir de sua própria vida, porque dizem que dizem que rir é o melhor remédio; que é melhor rir do que chorar; que da desgraça a gente faz mesmo é rir pra não chorar,
quanda andava pela rua, desligada do mundo que a cercava, ela não ria.
tampouco chorava, veja bem.
era uma análise.
deixa ver se eu consigo explicar melhor ...

pensava nas dores, nos amores
nos feitos, nos desfeitos
nos orgulhos, nas vergonhas

vê? era um balanço.
e pensava e pensava.
eu já disse trocentas vezes que pensar demais faz mal à saúde.
digo por experiência própria.
mas é normal que façam isso.
até eu, vez por outra, negando minhas ferrenhas crenças, me deparo pensando demais na vida.
o que eu quero dizer com isso? e tinha que dizer alguma coisa?
hum ... claro, claro .. como não!

pois então, digo que a satisfação de estar vivendo alguma coisa na vida real é tal qual a de estar vivendo alguma coisa no mundo dos sonhos.
mentira, isso foi um pensamento totalmente influenciado.
digo porém, que as decepções no mundo real doem mais.
e como doem!

poderia soar contraditório dizer agora que a gente sente mais no mundo dos sonhos,
mas deixa eu ver se consigo me explicar.

hoje em dia, no dia a dia, dia após dia é tudo muito rápido.
as coisas passam, voam, dias, horas, minutos, segundos, milésimos...
agora me diz, como é possivel saber o que se sente verdadeiramente nessa rapidez toda?
né? não soa tão contraditório agora.
coisas súbitas tendem a ser súbitas pra chegar...
e também pra ir embora.

as vezes eu acho que durmo demais, mas depois eu penso que tenho que balancear minha vida, né?
nada melhor do que sonhar.
e sonhar alto, sonhar impossível!
porque já dizia o grande fernandão ... vou ter que reproduzir o dito dele todo aqui?
no mais ele diz que tem pena dos que sonham o possível, pois dói mais não falar com a dona que a certo horário, todo dia, vira a esquina, do que não conseguir ser o rei de algum lugar (obviamente esse segundo exemplo foi totalmente inventado pela minha péssima memória).

enfim, o que eu tenho mesmo a dizer é que eu faço arquitetura, bêjos.
quer dizer, meu tempo já era.
não escrevo há séculos e o que eu escrevo não me agrada de forma alguma.
portanto, passo agora a escrever desabafos de uma mente que 'vai na leeeeenta, vai na leeeeeeenta, tá indo na leeeeeeenta' ... tá! não tão lenta assim! mas inconformada com essa rapidez, apesar de funcionar tão rápida quanto, mas que pelo menos tenta diminuir essa velocidade quando necessário.
um dia eu mudo o mundo.

por enquanto digo só que esse blog está sujeito aos mais inesperados posts,
se é que eles hão de existir!

no mais,
beijomeliga.